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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Sejamos Todos Feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

Um livro bem curtinho da Chimamanda e eu adoro ler suas peças, porque a linguagem dela é bem facil de entender. 

Esse aqui especificamente foi uma palestra que ela deu falando sobre como , um dia , la aos 14 anos a denominaram como Feminista ( seu melhor amigo na epoca ) , e ela deixa muito claro que Feminismo não é nada do que ¨pintam hoje ¨

Tem um trecho inclusive que ela fala, eu sou Feminista  que gosta de usar salto alto, batom, que raspo sim as axilas, que não acho todos os homens ruins e racistas ( sendo ela uma Nigeriana, onde em muitos lugares na Africa ela seqer pode andar sozinha )  ... e por ai vai... o que to querendo mencionar aqui é que hoje , na minha opinião , vulgarizou-se muito uma palavra que é tão importante por tudo  o que ela é e representa.

Alem do mais, eu gosto muito da escrita da Chimamanda, ela nos faz entender muito bem coisas bem simples... e esse foi mais um que adorei. To louca pra ler Meio Sol Amarelo dela, que ja me disseram que é o melhor ( uma hora ele muda de lista rrss  ) 



Sinopse : www.skoob.com.br 

Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma: "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!" Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e - em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são antiafricanas e que odeiam homens e maquiagem - começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens".

Neste ensaio preciso e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que alcancemos a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos: meninas poderão assumir sua identidade, ignorando a expectativa alheia, mas também os meninos poderão crescer livres, sem ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Para Educar Crianças Feministas - Chimamanda Ngozi Adiche


Acho que peguei gosto em ler Chimamanda.... rrss.. o Segundo do ano e adorei tanto quanto o primeiro que li ( Hibisco Roxo ).

Esse livro, que é quase um manual,  é um pedido de uma amiga de Chimamanda. que ao dar a luz a uma menina, ela pede a amiga dicas de como educar uma menina pra esse ¨mundão veio sem porteira¨ rrss. 

Mas que fique claro, vale pros meninos tambem. São 15 dicas que podem nos mostrar como ensinar eles e elas a serem respeitosos, confiantes, e principalmente a entender e respeitar, elas a si mesmas, e eles à elas, porque culturalmente as meninas sempre são educadas pra ser inferiores, se colocar em posições ¨menores¨.. e a culpa disso é de nos pais, que achamos que meninas sempre tem que ajudar a varrer a casa, a ajudar na preparação do jantar, a tirar o lixo da casa, e os meninos nem sempre tem a mesma obrigação ( eu to fazendo o possível pra educar o meu casal igualmente viu gente rs).

A escrita da Chimamanda é muito fluída, te prende do incio ao fim, e apesar de ter lido esse antes de Sejamos Todos Feministas, ele também já esta na minha lista de leitura... porque afinal quando a gente pega gosto numa escrita, a gente quer ler mais e mais ne... eu sim, com certeza.




Sinopse : www.skoob.com.br 

Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Hibisco Roxo - Chimamanda Ngozi Adichie

Fazia tempo que eu queria ler algo dessa autora, e tenho alguns ebooks dela no meu Kindle, mas não sabia qual ler, e recebi uma dica de que esse era bom, então fui pra ele. E foi uma leitura fantástica, mesmo.

Fiquei muito envolvida na escrita de Chimamanda, apesar de alguns termos que ela usa na linguagem nigeriana ainda assim é fácil o entendimento.

Adorei conhecer a vida de extremos da familia de Eugene e da familia de quase nada da Ifeoma. Mas me angustiei tanto durante a narrativa de Kambili, a angustia de Mama e Jaja e a simplicidade de Amaka, Chima, Obiora e a leveza do Padre Amadi. Todos eles a sua maneira, vivendo um dia de cada vez, sem esperar muito do amanha.

Kambili é quem nos conta a historia de sua familia ( pai, mãe e irmão) e de sua tia Ifeoma e seus primos. Seu pai Eugene é um católico fervoroso, fanático, que renega sua própria cultura, seu próprio pai por acha-lo pagão e pecador, e sua irmã, extremamente inteligente e estudada, mas só porque não abraçou a mesma crença dele. Eu tive tanta vontade de matar Eugene o livro todo. Cada vez que Kambili e Jaja se retraiam por cada castigo que o pai achava que era necessário aplicar nos filhos que nunca gente, nunca mesmo saiam da linha, cada vez que Mama sofria por tudo o que estava passando ( eu queria poder contar a cena que mais me chocou, que me fez chorar, mas seria um spoiller gigante, so vou dizer que eu sofria em cada cena descrita pela menina quando se referia à sua mãe). Mas apesar de Eugene ser um doente fanático, ele era extremamente generoso pros pobres. Doava e ajudava muitos necessitados, era extremamente reconhecido por esses beneficiados como uma pessoa de um coração sem tamanho, mas ele tem um jeito extremamente dubio de mostrar esse bom coração pra sua própria familia.

Seus dois filhos não podem se expressar, tudo é Sim Papa, Obrigado Papa, Claro Papa, não é permitido a Jaja e Kambili expor suas vontades e pensamentos, e quando os dois irmãos vão passar uns dias na casa da Tia Ifeona e se veem diante de uma realidade total e completamente diferente da deles. Tudo é alem de surpreendente, é vivo. Ver Amaka, Obiora e Chima debatendo tudo com a mãe, mesmo na dificuldade de transporte, de comer, de viver, Jaja e Kambili se encantam com essa vida simples mas liberta.

Ate Kambili conhecer o Padre Amadi e se encantar, perdidamente por ele ( ta na sinopse gente, não é spoiller pra que fique claro). Kambili começa e sentir e pensar coisas que a deixam confusa, culpada, tudo ao mesmo tempo.

Conforme a historia vai se aproximando do fim, tudo vai ficando tão mais intenso, mais incrível que eu ficava rezando pra ter mais páginas. Com um pouco mais de 300 paginas eu tava torcendo pra ter mais e mais. Porque teria sido incrível ler mais e mais sobre essas familias, essas pessoas, essa escrita, tudo, absolutamente tudo.

Já to contando os minutos pra ler o próximo livro da Chimamanda. 



Sinopse : www.skoob.com.br 

Protagonista e narradora de Hibisco Roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente "branca" e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.