Seguidores

Mostrando postagens com marcador Clarice Lispector. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Clarice Lispector. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Laços de Familia - Clarice Lispector

Eu sinto grande dificuldade em ler Clarice. Leio porque quero conhecer sua obra, mas não é uma leitura fácil pra mim, e esse é o terceiro livro que leio dela. 

Tenho dificuldade em me conectar com sua alma melancólica, sua visão peculiar das coisas que a cercam, e o fato de eu não gostar de contos, poemas, me fez ter ainda mais dificuldade em me conectar com esse livro especificamente. Apesar de alguns contos eu ter gostado um pouco mais, no geral, eu sentia uma necessidade de que acontecesse alguma coisa impactante, pra que aquela historia me deixasse apaixonada, e isso não acontece. 

E, por mais que eu tenha achado chato tambem, o livro A Hora da Estrela, dos 3 que li ainda foi o que mais me conectei, uma historia com começo, meio e fim, não um conto. 

Não sei se depois de 3 livros lidos dela ( resenhei os outros dois AQUI  ) se pretendo ler mais algum, mas uma coisa é certa, posso dizer que nem de longe se tornaram meus livros favoritos e nem me conectei e me encantei com sua obra como tanta gente diz e ama. Por mais que algumas citações suas sejam bem intensas. Gosto é gosto né 




Sinopse : www.skoob.com.br 

Uma escritora decidida a desvendar as profundezas da alma. Essa é Clarice Lispector, que escolheu a literatura como bússola em sua busca pela essência humana. Sua tentativa de transcender o cotidiano revela-se em personagens na iminência de um milagre, uma explosão ou uma singela descoberta. Todos suscetíveis aos acontecimentos do dia a dia. Vidas que se perdem e se encontram em labirintos formados por uma linguagem única, meticulosamente estruturada. E é por essa linguagem que Clarice Lispector constrói uma obra de caráter tão profundo quanto universal.

terça-feira, 12 de março de 2019

Felicidade Clandestina - Clarice Lispector

Ler Clarice é sempre uma experiencia total e completamente diferente. Pra quem não esta habituada à linguagem da Clarice, por vezes se surpreende com a forma como ela coloca as palavras, mas principalmente pela forma como ela descreve sentimentos. é bem lindo de se ler.

Nesse livro de Contos ( que de acordo com Clarice são só escritos, nada de contos coisíssima nenhuma ), temos alguns textos que ela escreveu para o Jornal do Brasil, la nos anos 70, durante vários momentos da sua vida.

Alguns eu gostei, outros não, e outros eu adorei. Adorei o ¨Restos de Carnaval, muito emocional, e cheio de sentimentos e angustia.

Ahhhh o ¨Macacos¨ ... tão fofo.

E o último,que no fim das contas se tornou meu favorito, foi ¨As Águas do Mundo ¨, linda reflexão de uma situação tão comum... um mergulho no mar.



Sinopse : www.skoob.com.br 

Desde o início, Clarice Lispector recusou a escravidão dos gêneros. Escrevia por fragmentos que depois montava. Escrevia aos arrancos, transcrevendo um ditado interior. As estruturas clássicas não faziam parte desse ditado. Seu olhar passava por cima das regras, quase voraz em sua busca da essência. Este livro bem o demonstra. É composto por contos escritos em épocas diversas da vida de Clarice. E por não-contos. Muitos deles - como Felicidade clandestina, que dá título ao livro - foram publicados no Caderno B do Jornal do Brasil. Como crônicas. Que também não eram crônicas. Convidada em 1967 para escrever semanalmente no JB, Clarice deparou-se com um fazer literário novo. Intimidade a princípio, logo negou os padrões vigentes: "Vamos falar a verdade: isto aqui não é crônica coisa nenhuma. Isto é apenas. Não entra em gêneros. Gêneros não me interessam mais". E "isto" era a mais pura e rica literatura. Nos contos/crônicas/textos - que eu, como subeditora do Caderno recebia semananlmente, datilografados em um envelope de papel pardo, com a recomendação, sempre repetida, de não perdê-los pois eram originais sem cópia - Clarice se expunha em recordações familiares e de infância. Sua irmã Tânia ainda se lembra da menina, filha de livreiro, que encontramos em Felicidade clandestina, atormentando Clarice por conta do empréstimo de um livro. O professor de Desastres de Sofia realmente percebeu o tesouro que Clarice menina escondia. E Come menino é um claro diálogo entre a autora e seu filho. Nada diferencia esses contos, escritos para serem crônicas, de outros contos que aqui estão, escritos para serem contos e publicados anteriormente no livro A legião estrangeira. Pois a força de Clarice não nos chega através das estruturas. Seus textos podem ser desmontados, desfeitos em pedaços - até mesmo diferentes dos fragmentos originais - sem que se perca sua intensidade. Cada palavra ou frase dessa escritora sem igual origina-se em camadas tão fundas do ser, que traz consigo, mais do que um testemunho, a própria voltagem da vida. (Marina Colasanti - jornalista e escritora)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A Hora da Estrela - Clarice Lispector

Minha primeira leitura inteira de Clarice e juro que fiquei um puco de saco cheio.

So conhecia frases, algumas citações e gostava do que lia, mas confesso que ler esse livro me trouxe um suspiro de tristeza. O livro é triste, depressivo, depreciativo. Essa era a ¨alma ¨ de Clarice? Triste, deprimida? Confesso que me surprrendi, talvez porque nunca tenho lido uma obra sua.

Aqui conhecemos Macabea, uma nordestina completamente desprovida de tudo. Amor próprio, inteligência, senso de sobrevivência. Mas tambem coitada, como ela pode ter alguma dessas coisas se ela nunca as recebeu. Quando comecei a ler o livro fiquei com raiva, quando ela conhece Olimpico, seu namorada que a trai com uma colega do trabalho, fiquei com mais raiva ainda, porque me questionava, como um ser humano pode ser assim, tão cego, tão alienado pra vida. Ai voce vai deixando os seus preconceitos de lado e pensando que só porque voce se julga mais esperta ( o voce nesse caso sou eu ne gente, nunca nunquinha que eu passaria o que Macabeia passou rrss, mas isso sou eu ) não quer dizer que não existam essas coisas, e que elas não aconteçam.

Em alguns momentos eu queria entrar no livro e dar um sacolejo em Macabea, mandar ela dar uns tapas no Olimpico por trata-la tão mau, coitada.

Sua simplicidade, sua falta de inteligência e sabedoria de vida a faz tão inocente que chega a ser irritante.

Ai vem aquele final. que fiquei com cara de ahhhh ????, como assim, é sério esse final. Massss como sou persistente ainda vou continuar insistindo em ler mais uma obra da Clarice, porque quero definitivamente me apaixonar por ela, talvez não perdidamente, mais uma paixonitezinha que me deixe suspirando ao ler sua obra, mesmo que com um certo Q de depressão rrss



Sinopse : www.skoob.com.br

A história da nordestina Macabéa é contada passo a passo por seu autor, o escritor Rodrigo S.M. (um alter-ego de Clarice Lispector), de um modo que os leitores acompanhem o seu processo de criação. À medida que mostra esta alagoana, órfã de pai e mãe, criada por uma tia, desprovida de qualquer encanto, incapaz de comunicar-se com os outros, ele conhece um pouco mais sua própria identidade. A descrição do dia-a-dia de Macabéa na cidade do Rio de Janeiro como datilógrafa, o namoro com Olímpico de Jesus, seu relacionamento com o patrão e com a colega Glória e o encontro final com a cartomante estão sempre acompanhados por convites constantes ao leitor para ver com o autor de que matéria é feita a vida de um ser humano.