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segunda-feira, 19 de abril de 2021

O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë

Começar a livros como esse, clássicos, quase nunca tem surpresas ne gente.  Muito da historias já ouvimos falar,  muito ja se falou, e tem milhares de resenhas e impressões na internet , e foi exatamente por saber de muita coisa que gostei dessa leitura. 

O fato de não ter criado nenhuma expectativa com relação ao romance dos personagens principais me deixou ávida por saber como essa historia seria contada, e eu gostei tanto que não conseguia parar de ler. Queria tanto saber o que a chata da Catherine e o insuportável do Heathcliff iam fazer que eu devorava cada capítulo. 

O começo foi bem dificil, não entendia absolutamente nada. Confuso, com nomes difíceis de assimilar, mas à medida que a leitura ia se desenrolando ia ficando cada vez mais fácil de entender e a leitura fluia mais e mais. 

Pela internet tem muitos blogs, sites, tem o Skoob com muitas resenhas falando desse livro, então não vou me tornar repetitiva, quero deixar as minhas impressões e não contar a historia que o livro conta. 

Achei Catherine uma chata de galocha em níveis estratosféricos. A historia de Heathcliff foi a tipica falta de gratidão, porque o homem recebeu a benção de ser acolhido e simplesmente se virou contra a familia que o acolheu. Tudo bem que o irmão de Catherine não foi o melhor na recepção do novo membro da familia, mas o ódio que Heathcliff desenvolveu por todos, e não só daquela geração, mas por todos os outros membros que vieram foi horrível. Ele se vingou de maneira cruel no sobrinho, no filho, na filha de Catherine e apesar de saber que ele sofria muito pelo amor correspondido mas não vivido nada justificava aquele ser humano mau que ele se tornou. 

Inquestionavelmente ele amou a mulher e essa mesma mulher o amou como ninguém nunca foi capaz, e o rancor de ambos por não terem conseguido viver esse amor deixou todos as seu redor amargos, infelizes e sem nenhuma perspectiva de se tornarem pessoas melhores. 

Não entendi muito bem o que era o tal do Sr. Lockwood alem de novo inquilino da Granja dos Tordos ( e porque sendo ele o novo inqulino, fazia dele a pessoa pra ouvir essa historia da boca da Nelly, pura fofoca essa parte rrrsss ) . Ao mesmo tempo que gostei, fiquei desconfiada da Nelly, não sabia de que lado era queria ficar com suas fofocas, mas uma coisa é fato, depois de Catherine, Nelly era a única pessoa que Heathcliff gostava, da maneira  torpe dele, mas gostava. 

Lendo Morro dos Ventos Uivantes me senti da mesma maneira que me senti lendo Lolita. E, apesar de serem duas historias completamente diferentes, a necessidade de acompanhar o desenrolar dos acontecimentos faz com que a gente não queira largar nunca a leitura. Mas ao mesmo tempo a intensidade das emoções que os personagens nos causam são tão grandes que é preciso respirar muitas vezes deixando o livro de lado. 

Eu não achei que fosse gostar tanto, não se tornou meu livro favorito da vida, mas é indiscutível que essa é uma historia muito intensa, rica e mesmo tendo sido escrita em 1847 poderia ter sido escrita ontem, porque as emoções são mais atuais do que nunca, Amor, Rancor, Abandono, Odio, e tantas outras emoções fortes que todos nós vivemos e sentimos. E ai tambem entendemos o fascínio de tantos autores por essa historia, por esse estilo de escrita e por esses personagens apesar de tudo. 

E, pra terminar, agora entendo o tanto de citações que tanta gente faz sobre esse livro e essa historia. Eu mesma marquei algumas, guardei nas anotações outras tantas, porque essa historia é realmente muito marcante. 



Sinopse : www.skoob.com.br 

Único romance da escritora inglesa Emily Bronte, O morro dos ventos uivantes retrata uma trágica história de amor e obsessão em que os personagens principais são a obstinada e geniosa Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo, Heathcliff. Grosseiro, humilhado e rejeitado, ele guarda apenas rancor no coração, mas tem com Catherine um relaciona- mento marcado por amor e, ao mesmo tempo, ódio. Essa ligação perdura mesmo com o casamento de Catherine com Edgar Linton.

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Ana Paula